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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Escritores da Liberdade

Sinopse

Hilary Swank, duas vezes premiada com o Oscar, atua nessa instigante história, envolvendo adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, e a professora que oferece o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Com eletrizantes performances de um elenco de astros, incluindo Scott Glenn (Dia de Treinamento), Imelda Stauton (Harry Potter e a Ordem da Fênix) e Patrick Dempsey (Grey's Anatomy), ganhador do Globo de Ouro. Escritores da Liberdade é basedo no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade.
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Um filme que tem que ser assistido por quem quer fazer algo a pessoas que não tem muitas possibilidades na vida, ou que não acreditam que são capazes.

Viver em um lugar de perigo, com adolescentes discriminados deve ser terrível. Porém, mais terrível ainda, é encontrar pessoas que não querem fazer nada por elas. Não se precisa fazer muita coisa, basta confiar e ser sincero. Apostar e deixar que as coisas fluem como a natureza quer.

Se o intuito do filme era mostrar como ser professor, mesmo apesar das dificuldades, então ele é muito feliz.

Uma coisa eu digo, não se pode falar tanto de um filme assim, para não lhe tirar a beleza e a seriedade. O melhor mesmo é assistir e aprender. Querer e dizer para quem não sabe, você pode ser feliz, você pode ser diferente, você pode mudar!

Bom filme.

domingo, 17 de maio de 2009

Sim! Senhor

Divorciado e amargo com sua situação atual, Carl Allen se adequou ao seu trabalho tedioso – cuja tarefa é dizer “não” a pedidos de empréstimo – e à vida de solitário, fugindo até dos amigos. Mas quando um velho amigo o aparece com uma chance, Carl decide ousar e encontra, num especial de auto-ajuda, que a resposta para seus problemas pode surgir quando começar a aceitar a vida, fazendo uma promessa de que dirá “sim” à qualquer oportunidade que surgir em tua vida.

Partindo de uma idéia divertida e um tanto singular, “Sim Senhor” tem o que muitas das comédias do Jim Carrey (Horton e o Mundo dos Quem!) tiveram para oferecer: ao submeter o personagem em situações cômicas diante de uma premissa absurda, constrói uma trama que o levará à auto-descoberta e para uma habitual lição de moralidade ao fim. Em outras palavras, se a idéia é de certa forma refrescante, é também apenas uma porta para um caminho já conhecido e incansávelmente percorrido. Mas existe uma explicação bem fundamentada para a existência contínua desta porta e o fato de nos vermos sempre caminhando pela estrada que parte dela: a jornada é – acima de todos os tropeços – boa. “Sim Senhor” é sim muito formuláico, mas têm, em seus cem minutos, humor o suficiente para divertir, entreter e te mandar para fora completamente satisfeito.

Então, prepara-se para ter, ao fim, aquela “descoberta”, a lição básica e um personagem em epifania, como ocorreu também com os igualmente divertidos “Todo Poderoso”, “O Mentiroso” e “Eu, Eu Mesmo e Irene”. Até esse momento inevitável (mas bem contestável) chegar, podemos tirar o melhor que o filme têm a oferecer e, dirigido com espirituosidade por Peyton Reed (Separados pelo Casamento), “Sim Senhor” ganha diversos momentos que, ainda que quase nunca autênticos, conferem certo clima genuíno para o tom cômico e satisfaz a audiência com situações em sua maioria bastante criativas e divertidas. A proeza de tal efeito é, obviamente, lançada aos ares pelo especial talento e timing cômico essêncial de Jim Carrey que, bem eclético e tentando sempre se descobrir em outros gêneros, não esquece que é, antes de tudo, um comediante de alto escalão. Então, ainda que seja óbvia sua excelência dramática como a demonstrada com muita preciosidade no magnífico “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, faz bem ao saber que Carrey não esquece das raízes. Afinal, “Sim Senhor” não seria metade do que é sem Carrey por trás das acrobacias cômicas.

Carrey carrega a maior parte com caras e bocas que são sua especialidade. É um artifício que pode cansar, mas Carrey pode exagerar no momento mas nunca na extensão. Alias, ele constrói aqui um sujeito bastante simpático e, apesar das inconsistências óbvias e exageros catárticos que o roteito o submete, uma figura bem real. Portanto, é interessante quando seu personagem finalmente decide questionar os ideais que vinha seguindo, num momento que é uma crítica à qualquer meio manipulativo de “auto-ajuda” ao concretizar o meio como uma verdade não inteiramente absoluta. Afinal, o “sim!” pode o libertar, mas sem a razão a perca do controle é inevitável. O que muitos dos seguidores de obras como “O Segredo” esquecem é justamente isso: da razão. Então, apesar deste momento caracterizar o fim da maior parte das risadas e o início da previsibilidade mórbida, marca ao menos pontos pela sua significância.

Mas o que mantém “Sim Senhor” sempre ágil, leve e solto é sua energia. O roteiro não apresenta qualquer consistência, e é muito irreal e implausível na maior parte das vezes, mas o exagero está a favor da comédia e o diretor sabe inserir um dinamismo que, apesar de nem sempre funcionar, quebra em momentos o formato convencional adquirido pela obra. As situações, porém, são sempre muito divertidas, as piadas difícilmente decepcionam e Carrey nunca deixa de implantar um sorriso em nossos rostos, nem mesmo quanto a insossa Zooey Deschanel (Fim dos Tempos) está lá para tirar. Alias, se Chanel é chique, sofisticado e valioso, Deschanel é exatamente o oposto, como bem sugere seu nome. O resto do elenco coadjuvante não encontra destaques, a não ser por um inspirado Rhys Darby, mas cujo papel é bem limitado. Enfim, “Sim Senhor” pode ter suas muitas falhas, seu exagero gritante e sua previsibilidade, mas é incontestávelmente divertido. Faz rir. E uma comédia que atinge tal efeito está cada vez mais rara.

Yes Man (2008)
Direção:
Peyton Reed
Roteiro: Nicholas Stoller, Jarrad Paul, Andrew Mogel, baseado em livro de Danny Wallace
Elenco: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper, John Michael Higgins, Rhys Darby, Danny Masterson, Fionnula Flanagan, Terence Stamp
(Comédia, 104 minutos)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sete Vidas


Sete Vidas Seven Pounds EUA, 2008 - 118 minDrama
Direção
: Gabriele Muccino
Roteiro
: Grant Nieporte
Elenco: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Barry Pepper

SINOPSE

Drama emocional sobre homem que decide ajudar sete pessoas estranhas a mudarem suas vidas. Will Smith voltando a trabalhar com Gabriele Muccino, diretor de "À Procura da Felicidade".

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Todo mundo, que vi por aí, critica este filme. Aqui não vou levar pela arte de Will Smith, o seu tipo de papel, mas sim faço minha análise pelo fato do roteiro ser questionador.

Estamos em uma fase que doar órgãos é um requisito médico, ou até mesmo, nos é pedido que façamos isto quando formos morrer. Porém, o grande questionamento é: "Será que quem vai ter os meus órgãos são pessoas idôneas"?

Não corremos atrás das pessoas que vamos fazer a doação, pois não sabemos quem serão, tudo corre em uma lista oculta que somente quem sabe, não sabe se vai estar vivo amanhã.

Doar é uma necessidade, é uma ajuda, porém, conhecer as pessoas que vão ser ajudadas deve ser algo que não vem muito a prejudicar a nossa decisão. Se isto acontecesse, creio que muita gente não poria seu corpo a disposição.

A dignidade das pessoas, que o autor Will Smith, busca em seus ajudados, é um fato que, creio eu, muita gente gostaria de fazer! Ajudar sem olhar, sem saber o que está se ajudando, muitas vezes deixa as pessoas com uma disconfiança, sendo assim, não o fazem.

A ciência poderia resolver tudo isto, se fosse permitido avanços biotecnológicos, por outro lado, brincar com o corpo humano, sei que é complicado. Não podemos virar mercado de órgãos, como vários livros de ficção retratam. Mas podemos ser conscientizadores da vida, da necessidade de ajudar e transformar o mundo.

A atitude do personagem é louvável. Tudo bem que ele faz isto por causa de um peso na consciência, mas tirando este detalhe, o morrer se torna algo que une e dá chances a outras pessoas continuarem seu caminho, seus sonhos, seus projetos, sua vida.

O filme, para eu, é ótimo! Assita, vale as lágrimas que caem!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Menino do Pijama Listrado

SINOPSE:
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

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Assisti neste carnaval a este filme. A simplicidade de mostrar o que é a amizade é muito bem ilustrada. A inocência das crianças em mostrar que o mundo que vivem não é uma realidade definitiva e que pode ser mudada, mesmo tendo uma cerca que os impede de viver aventuras. As realidades são diferentes, um judeu outro filho de militar nazista, ambos fazem deste cenário um mundo a parte.

Conhecer novas realidades, novos mundos, é na verdade, ultrapassar portas, pular janelas, para se sentir livre, ser um explorador daquilo que nos é proibido, ou que está em nossos olhos.

Se a amizade entre duas crianças pudesse mudar o mundo, seriamos mais felizes para viver a vida inteira. Não teríamos medo de sair, de voar, de andar pelas ruas, de ir além dos limites que são impostos a cada um, de diversas formas.

Este filme ganhou pouco prestígio, porém, digo que ele é um filme que todos deveriam assistir para aprender com a inocência das crianças o que é ser um explorador e o que é ser amigo. Mesmo que um deles errem por medo dos adultos, mas a fidelidade, o arrependimento pode transformar.

Não faltou coragem para nenhum dos dois. Porém, o mundo que vivemos nos tira a coragem de acreditar nas coisas, nos outros, na vida, muitas vezes.

Espero que possamos ser crianças sempre, para cruzar as cercas do mundo e se aventurar no obscuro.

Vale a pena assistir.