domingo, 27 de dezembro de 2009

Uma homenagem ao Senna

Um dia vou tocar violoão como este cara.. hehehehe


video

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

DEUS E SUAS CRIATURAS

Quem morre vai descansar na paz de Deus.
Quem vive é arrastado pela guerra de Deus.
Deus é assim: cruel, misericordioso, duplo.
Seus prêmios chegam tarde,
em forma imperceptível.
Deus, como entendê-lo?
Ele também não entende suas criaturas,
condenadas previamente sem apelação
a sofrimento e morte.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que
o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 12 de dezembro de 2009

Escolha ser feliz

Ola... este é um vídeo que meu amigo orkutiniano, Wagner, enviou e gostei muito e quero compartilhar com todos... Assistam, voce não vai se arrepender....

domingo, 29 de novembro de 2009

RECEITA DA BELEZA

• Para seus lábios: use a verdade
• Para sua voz: use a oração
• Para seus olhos: use a simpatia
• Para suas mão: use a caridade
• Para suas atitudes: use o perdão
• Para seu coração: use o amor

Deficiências - segundo um poeta

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.

(Mário Quintana)

domingo, 15 de novembro de 2009

Teconologia do Abraço


Por um matuto mineiro


O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia ...

- É ... das invenção dos homi

a que mais tem sintido é o abraço.


O abraço num tem jeito di um só proveitá !

Tudo quanto é gente, no abraço,

participa uma beradinha ...

Quandu ocê tá danado de sodade, _ o abraço de arguém ti alivia ... _ Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva ... _ Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria ...

Si arguém tá duente,quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém ...


Muita gente importante e letrado

já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu ...

Mas, iêu sei!


Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô ...

Iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô :


O abraço é bão pur causa do Coração ...

Quandu ocê abraça arguém,

fais massarge no coração!

I o coração do ôtro é massargiado tamém !

Mas num é só isso, não ...

Aqui tá a chave do maió segredo de tudo :


É qui quandu nois abraça arguém,

nóis fica cum dois coração no peito ! _

INTONCE ... UM ABRAÇU PRÔ CÊ QUI É MEU AMIGU(a)!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Wall E e a Sociedade Moderna



Na história, escrita e dirigida por Andrew Stanton, criador de “Procurando Nemo”, aparece Wall.E (cujo nome é uma abreviação de Waste Allocation Load Lifter Earth-Class, algo como Localizador e Coletor de Lixo Classe Terrestre) um dos muitos robôs deixados na Terra para limpar, ou seja, organizar o lixo deixada pela humanidade. Enquanto a poluição é organizada como uma grande cidade, por este robozinho, a população foge do planeta em uma nave especial, com a esperança de que a terra volte ao normal e seja habitável. Depois de 700 anos, são enviados outros robôs em naves, para a busca de uma vida natural nos planetas de todo universo, ou seja, o projeto EVA.

O romance que é criado pelos dois robôs, como algo novo, entre uma tecnologia ultrapassada (Wall E) e uma de ponta (EVA) é questionador. Pois vemos no filme que os humanos são pessoas obesas, que não fazem nada o dia todo, e ficam somente ligados em seus monitores, conversando com os outros, sem ao menos prestar atenção a quem ou às coisas que estão ao seu lado. Precisa de um robô, desesperado em procurar sua amada, derrubar um e desligar um monitor de outro, para que duas pessoas se conheçam e vejam que tem uma piscina na nave, algo que eles nunca conseguiram observar anteriormente. E incrível, como deixa bem claro, eles nunca tinham se tocado antes, pois a cadeiras multimídia não deixavam eles ter muito tempo para a diversão.

Mas, o que tem a ver estes com a sociedade. Colocaremos aqui algumas características, a partir do filme, que nossa sociedade vive por causa da TECNOLOGIA.

Individualidade. Um robô, sozinho, num mundo totalmente silencioso, parado, sem ninguém para atrapalhar. Ele consegue desenvolver seu trabalho cotidianamente, sem muita questão para o tempo e para o espaço. Na sociedade, a tecnologia trás esta característica, de forma categórica. São pessoas que usam seus iPod’s, walkman, celulares, sem presta atenção ao mundo que está. Fazem as coisas sem compromisso. Os outros, são, as vezes, como o lixo do filme, apenas para ser colocados nos seus lugares. Ninguém tem tempo de ver o que se passa. O filme também mostra esta característica, vendo as pessoas na “Axioma” (meganave), onde, ligadas aos seus monitores, falam com o mundo virtual, mas não falam com quem está ao lado. Vivem num mundo particular, mecanizado. Isto também trás a perda da espontaneidade, da auto-regulação e da impulsividade que todo homem trás consigo.

Trabalho robotizado. As maquinas é a vez do momento. Os homens são apenas para ficar como parasitas de situações alheias às maquinas. Ou seja, eles so comem, conversam e dormem, mas tudo isto deitado em uma poltrona multimídia.

Visão de mundo. Não vêem o que está a sua volta. Perspectiva de futuro, pois as maquinas, como estão no controle do homem, não deixam ver o que acontece além do seus olhos. Ficar na nave é bom, não incomoda e não há questionamentos de: por que estamos aqui? Qual é a nosso destino? Por que estamos em uma nave?

Relacionamento inter-pessoal. São os dois robôs EVA e Wall E, que fazem a parte romântica do filme, mostrando que so quem tem sentimento são as maquinas, pois os humanos, a sociedade, não consegue mais exprimir o que sente e o que é. Perdem suas forças para agir, para dar um passo a frente. Tudo se torna difícil. A vida é a partir de uma tela de computador ou celular. So se desempenha algo se for através de uma máquina. O outro so existe se estiver na lista de meus contatos ou com o numero no meu celular.

sábado, 31 de outubro de 2009

Rede de Intrigas - Uma análise


Rede de Intrigas (1976) é um dos melhores filmes sobre mídia que já vi, ou seja, um filme sobre os bastidores da televisão. Com um formato extremamente irônico do diretor norte-americano Sidney Lumet nos mostra que milhões de pessoas que assistem à televisão são movidas por artifícios de seus donos, diretores e produtores de programas. Ou seja, artifícios que manipulam e tenta educar de uma forma agressiva, mas inconsciente, as formas de expressão humana. Dizem que tudo é um jogo a ser jogado por articuladores da sensação humana. Educação esta que se transformou e continua transformando os cidadãos. Mas como isto acontece? Teríamos nós se tornado humanóides, como o personagem no filme diz:

O povo americano está ficando cada vez mais burro. Após terem sua atenção desviada, entupidos de informações sobre Vietnam, Watergate e inflação. O povo se desligou, emudeceu, fudeu a própria boca e em nada isso ajudou... O povo americano quer alguém que fale por eles, botando pra fora toda a raiva que sentem.

Seria esta uma forma de dizer que, nós que ouvimos e assistimos a televisão somos apenas humanóides que não pensam, não sabem agir, não tem opinião própria?

Porém, quando vemos o filme, presenciamos os interesses de bastidores dos canais televisivos, e conseguimos chegar a apenas uma conclusão: tudo não passa de um jogo político e econômico (comercial). Existem boas intenções na televisão? Sim, talvez (aqui podemos questionar os canais públicos). Mas os lucros vêm em primeiro lugar porque o que está por trás do nosso aparelho televisivo é uma empresa, formada por diversas outras empresas que tem que ter o seu lucro para sobreviver. Mas, então, quem são as pessoas que fazem todas as coisas acontecerem – os jornalistas, os apresentadores? São eles fantoches ou o produto a ser comercializado?

Bem, para se entender melhor, uma pequena sinopse do filme:.

“Esta é a história de Howard Beale, apresentador do telejornal da rede UBS. Houve o tempo em que Howard Beale era um mandachuva na televisão, o poderoso senhor do jornalismo, com audiência de 28 pontos. Mas, em 1969, sua sorte começou a mudar. A audiência caiu para 22; no ano seguinte, sua esposa faleceu. Viúvo, sem filhos, uma audiência agora de 12 pontos. Howard passou a se atrasar, a se isolar e a beber em excesso. Em 22 de setembro de 1975, sua demissão foi-lhe anunciada, com duas semanas de antecedência, por Max Schumacher, presidente do serviço de notícias da UBS.”

Este é o texto em off que está no inicio do filme, para ambientar a pessoa que vai assistir o filme. Tudo acontece. Até mesmo o assassinato de Beale em pleno programa, por dois homens de um grupo terrorista.

Tudo bem! Podemos então perguntar o que tem tudo isto a ver com a Teoria da Comunicação? O que ela poderia nos dizer através do filme?

Quando estudamos os “Paradigmas Jornalisticos das Américas”, vimos que umas das características do Modelo Latino-Americao é a imprensa como espelho da Sociedade. Vimos as mídias são a influência educacional das pessoas. Beale tem esta consciência e influencia toda a multidão a gritar que não suportam mais tudo o que está acontecendo, pelas janelas da sua casa. Torna-se um jargão.

Isto mostra que fazendo-se uma análise podemos ver qual é o papel de um canal de televisão, que muitas vezes, atingem pessoas de baixa educação e se faz do apresentador o seu porta-voz. Acredita no que ele diz e pega como lei o que ouviu. Não temos aqui uma crítica do que é real ou verdadeiro, mas temos uma situação onde o que é verdadeiro e real está presente na telinha da televisão.

Comercialmente este é o grande trunfo do mercado, pois usam de personagens solidificados pela própria mídia para fazer seus comerciais, por exemplo: Ratinho, Camila Pitanga, Juliana Paes, entre outros. Os menos educados acreditam nas suas falas e tomam como verdade.

Temos mais uma vez o interesse das grandes empresas, que fazem dos programas de televisão, ou de pessoas como Beale, que tem uma influência muito forte com o público, ser os seus portadores de interesse. Tudo por uma audiência. Não vemos uma preocupação com a educação popular, a cultura, como seria o ideal para todos.

Como conseqüência, de outra aula da professora, vemos que os grandes mídias do Brasil e do mundo, estão nas mãos de poucos, que tem somente a preocupação com o dinheiro que arrecadam e não com a qualidade que transmitem. Globo, Band, Record.... são emissoras comerciais massivas que fazem da cabeça do povo uma banalização da arte.

Não respeitam as culturas, não obedecem as intenções. Não fazem dos seus “consumidores” pessoas conscientes e culturalmente educadas. A opinião pública só é de interesse quando esta se manifesta de forma contundente e expansiva. Pois, ali terá a audiência.

Concluindo – Enquanto tivermos Beale’s nas tevês brasileiras, fazendo a cabeça do povo com seus sensacionalismos baratos, teremos sempre uma cultura sendo morta na sociedade e lucro para as empresas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Dia das Crianças

Olá...
veja so... o domingo ja se foi...
amanha é o melhor dia do ano...
DIA DAS CRIANÇAS....
dia que temos que refletir como eramos
e como mudamos.. mudamos com os outros,
com nossos sonhos, com nossas brincadeiras,
com a nossa imaginação...
Não acreditamos mais em papai noel, coelhinho
da pascoa... e ainda assim, tem horas que dizemos
que somos uma eterna criança...
Então.. o melhor presente que podemos nos dar
é se tornar uma criança...
fazer amigos que não conhecemos
correr.. rir... chorar... viver... sentir...
e no fim do dia, dormir com os anjos...
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS...
beijos no coração e na alma...
desculpa mandar um beijo...
mas para crianças bonitas, como voce,
a gente sempre quer morder e beijar... heheheh
Gui
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Nunca imaginei que algo que eu escrevesse causasse tanta repercussão como estas linhas acima. Pasei para os amigos no orkut e de repente vários enviaram para os seus amigos dizendo que receberam de mim... Fiquei hiper contente, pois escrever algo que sai de dentro do coração, muitas vezes não imaginamos que serão palavras que vão tocar ou interessar a alguem.
obrigado a todos os amigos...

Palavras de um Gênio

'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira. ..
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo;
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'

(Mário Quintana)

domingo, 4 de outubro de 2009

Como é bom


Como é bom amigos ter verdadeiros amigos,
Que nos tratam com carinho,

Que sempre nos mandam mensagens

De todo tipo e formato,

Como poesias ou textos,

Seja dia, noite ou madrugada,

Não é preciso data festiva,

Para mandar um recado,
Arrumam qualquer pretexto.

Deixam-nos felizes, contentes

Melhoram nossa auto estima,

Com a demonstração de afeto,

Este tratamento fraterno,

Mesmo estando distantes.

Faz-nos sentir Bem perto!!

Uma certa vez, me perguntaram...
Por que não apagava meus
recados?
então respondi:
-Sempre que me sentir sozinho,
lembrarei que existem pessoas como você
que tem carinho,
consideração,afeição por mim,
pois deixou em minha página uma prova disto.
Então vou lá nos meus recado e sinto a tua presença
e
me sinto acompanhado de alegrias, de felicidades!
A você meu amigo, um grande abraço!


Esta é uma homenagem que recebi de um amigo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Charles Chaplin

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pensamento - Pequeno Principe

Contribuição de um amigo querido.

domingo, 20 de setembro de 2009

Os Homens que não amavam as mulheres

Sinopse:
'Os homens que não amavam as mulheres' é um enigma a portas fechadas - passa-se na vizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

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Pena que o autor morreu. Mas o livro é um dos melhores que eu li até hoje. Trás uma trama que prende do início ao fim. Tem personagens simples, pessoas que encontramos no cotidiano - um jornalista, uma hacker, um milionário, uma família estranha.

A vida sempre trás surpresas para a gente. Quando somos profissionais naquilo que fazemos, conseguimos fazer alguém prestar atenção em nosso trabalho. É isto que acontece com oMikael, jornalista que estava na pior fase de sua vida e de repente se encontra num mundo diferente. Onde, tudo aquilo que sempre sonhou fazer não vale nada, ou seja, ser jornalista de renome. Pois acaba sendo um escritor de uma biografia de uma família poderosa e com um segredo que a destrói.

Stieg foi sensacional na sua escrita. Usou de tramas modernas, com tecnologia, ação e simplicidade para levar o leitor a se fixar no livro e não querer deixá-lo enquanto não descobrir o final. Mas o final é muito bom e tem uma revelação fantástica.

Vale a pena fugir da realidade e embrenhar-se neste mundo novo, nesta ilha Vanger, que tras muito mistério, desejos, ação. E eu recomendo, boa leitura.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Outro Pensamento


"Sendo a velocidade da luz superior à velocidade do som, é perfeitamente normal que algumas pessoas pareçam brilhantes até abrirem a boca..."

sábado, 12 de setembro de 2009

Pensamento

sábado, 5 de setembro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Choro do Desespero

O choro do desespero! É isto que vejo sempre e não posso fazer nada. Sinto-me com as mãos atadas. Uma frustração bate no peito por não ser o que um dia sonhei. Não posso ajudar, pois não as pessoas não tem confiança em mim, sem o título que eu herdaria.

Pessoas que são religiosas, deveria dar o seu atendimento absoluto aos que choram. Negam por não saberem, ou melhor, admitirem como sistema de vida, àquilo que se prontificaram em ser e viver.

Eu pensava que ser religioso (padre) fosse a melhor coisa do mundo. Eu imaginava que padre seria o cara mais acessível do mundo. Eu me imaginava ajudando a todos, acima de qualquer dificuldade pessoal.

Hoje, vejo que tudo isto não passa de uma utopia. Algo que poderia ser vivido apenas no "Admirável Mundo Novo", de Huxley. Uma sociedade perfeita. Sem intempéries. Sem vícios. Sem Deus. Então para que ser padre?

Sei que é um desabafo pessoal, mas vendo tudo isto, pergunto-me se eu seria assim: omisso. Não que não posso reclamar. Mas há muitos contra-testemunho por aí, que dizem e fazem da sua vida religiosa um muro que o separa do mundo. Apenas isto. Um status quo que o protege de qualquer coisa.

Tem salário. Tem reconhecimento de alguns. Tem proteção. Tem liberdade. Mas isto não é tudo. É somente uma forma de se encostar no muro e ver o mundo passar? - é um: "Sei que se eu não fazer nada vou ganhar a mesma forma no fim do mês!"; ou ainda, "Não tenho patrão, não sou subordinado, ninguém me tira daqui", tudo por causa de um perpétuo sacramento que lhe confere tal posto?

Bem, este texto pode ser minha condenação. Mas ficar calado também faz mal ao meu estomago, posso cair em depressão novamente. E isto para eu, não quero mais. Por isso, estou aqui desabafando...

Desculpa este pobre coitado que acha nas letras a sua forma de jogar pra fora o que tem sentido por dentro.

sábado, 15 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ainda há...

Vida a viver.
Sorrisos a aparecer.
Crianças para nascer.
Sol para amanhacer.

Cantos para alegrar.
Bocas para falar.
Sentimentos para aflorar.
Flores para desabrochar.

Ensinamentos para transmitir
chamados para ouvir.
Amigos para sorrir
Maldade para banir.

Sonhos para acontecer
Sonhos para acordar.
Sonhos para comer.
Sonhos a partilhar.

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Estas palavras nasceram hoje, depois de um momento de parada...
acho que é isto...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dia do Estudante

Uma música para recordar e comemorar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Igreja Jovem

O trabalho com a Juventude é a grande preocupação de toda a Igreja. Neste mês de Agosto, no qual meditaremos sobre as Vocações, nada melhor do que ver nos jovens o grande campo de semeadura vocacional.

É os jovens a vida de uma comunidade. É neles que visamos o caminhar da Igreja. Porque, muitas vezes, o trabalho com a juventude é algo que começa com a catequese, passa pelos adolescentes e crisma e concretiza-se no grupo. Daí surgirá os novos casais e os futuros membros de outras pastorais da Igreja, sendo assim, eles são os novos frutos da comunidade.

A sociedade tem na família a sua continuidade. A Igreja a tem na juventude. Uní-los através de grupos, evangelizá-los é um desafio constante para todos os assessores, sejam eles religiosos ou leigos. Como fazer? Como iniciar? Como manter? Eis a grande questão, que o Pe. Iziquel, neste nosso número, deixa umas dicas.

Porém, para a Igreja se manter jovem, o espírito rejuvenescedor tem que aflorar em todas as pastorais. Não precisa ser novo de idade, basta ter o espírito jovem para fazer a coisa acontecer. Ajudar a quem precisa. Auxiliar nas pastorais. Ser instrumento para que a comunidade aconteça, cresça e amadureça.

A juventude é algo contagiante. Por isso somos chamados pela Igreja, a ser jovem constantemente. Jovem de espírito e respeito. Jovem no amor e na sabedoria. Jovem no lidar com as pessoas. Jovem para estar junto de todos.

Somente assim conseguiremos reunir os jovens de idade e trazê-los para a Igreja. Pois seremos espelho de que aqui, no nosso meio, vale a pena estar, viver e servir.

O nosso trabalho é árduo, mas a nossa motivação tem que ser constante. Em Cristo tudo se renova, se faz, torna-se jovem. Pois, muitos dizem que ser jovem é um estado de espírito. A nossa vocação a ser cristão passa por aí. Ser jovens de espírito, garra. Ter força e coragem de evangelizar e não ser apenas mais um no mundo, mas ser a diferença do mundo.

Venha ser jovem com a gente. Mãos á Obra.

(Editorial do Jornal Josefino, do Santuário São José - Apucarana (PR) - o qual eu o diagramo e edito)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo - Uma canção

Não sei pensar em amizade, sem me trazer à memória esta canção. Aprendi quando era bem novo. Meu sonho era tocá-la no violão, na época. Aprendi, é claro. Hoje vejo que está esquecida por muitos e tem pessoas que nem a conhece. Porém, é a melhor poesia sobre AMIGO, que eu conheço.

Espero que gostem também... Beijos... FELIZ DIA DO AMIGO

Canção Da América

Milton Nascimento

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Duet Cats

Um pouco de cultura faz bem pra alma, ainda mais se tratando de música clássica em voz de crianças. Porém, fica mais divertido quando o dueto é feito como um gato.

Assita, vale a pena conferir.

domingo, 12 de julho de 2009

A Dança

Pablo Neruda

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.
.
Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascender da terra.
.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo directamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
.
Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
--------------------------------------------------
Pablo Neruda nasceu em Parral dia 12 de julho de 1904.
Foi um poeta chileno, um dos mais importantes poetas da língua
castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 - 1938) e no México.
Faleceu em Santiago dia 23 de setembro de 1973.

sábado, 11 de julho de 2009

O Doador

Terminei de ler este livro, ontem a noite, sexta-feira (10/07). Uma leitura instigante. Ela faz a gente pensar muito no que fazemos no dia-a-dia.

A história conta sobre um menino que morava num mundo totalmente protegido, sem sentimentos, cores, neve, frio, calor. Viviam apenas a Mesmice da vida, sob proteção científica. Cheio de regras e uma organização impecável.

Este menino foi escolhido para ser o Recebedor. Aquele que receberia de um ancião toda a história do passado. As frustrações, alegrias, dores, sensações, guerras, medos, ternura, o verdadeiro sentido de família. Já que este sentimento último era algo mecânico. Pois as crianças eram criadas em lugares próprios e designada a uma unidade familiar quando estivesse preparada para não da problemas ao casal que os receberia.

Histórias assim vemos em todos os lugares ou livros. Mas este trás algo interessante por querer ir além. O garoto começa a questionar tudo. Ver uma nova possibilidade de fazer algo novo. Sair da Mesmice.

O Doador (transmissor das lembranças) junto com o garoto, ou através dos questionamentos do garoto, começa a perceber que poderia haver uma mudança. O passado não é algo terrivel. O sentimentos não são sensações mecânicas.

Quantas vezes a gente ouve ideias de que podemos mudar algo e não temos a coragem de faze-lo? É isto que o livro trás. Mesmo sabendo das dificuldades que mudar faz, mas não custa tentar. Porém, lembra, o livro, que para tudo há consequências que temos que assumir com coragem. Até as nossas últimas forças.

Eu recomendo, leiam. Ler faz bem a alma. Ler nos ajuda descobrir que o mundo é uma possibilidade que faz a gente sonhar, mesmo que temos que sair da nossa mesmice.

domingo, 5 de julho de 2009

Formar um Só Corpo


A Igreja busca a Unidade, de todas as formas: nas suas pastorais, entre os paroquianos, entre outras igrejas e, até mesmo, com outras religiões (ecumenismo). Mas para que isto aconteça de forma segura e vivencial, temos que dar o primeiro passo.

Construir relações entre os membros das pastorais, nos grupos de vivência é um desafio para todos. Sabemos que os meios de comunicação (televisão, internet) atrapalham. Então, como vamos conseguir unir a todos?

Somos convidados a dar o primeiro passo. A comunidade precisa ser missionária, discípula de Cristo. Esta empreitada acontece na união dos grupos, no interesse de todos para transformar a nossa realidade e saindo de nosso comodismo e indo ao encontro de quem está fora do nosso meio.

Ser missionário é ir além de nossos muros e buscar conhecer, ouvir e, depois, anunciar a Palavra de Deus aos que necessitam. Somente assim, estaremos colocando o projeto de Deus em nossa comunidade.

Formar um só corpo é unir nossas forças para um único objetivo, fazer o Reino de Deus acontecer. Através da Liturgia a comunidade. Através dos grupos de jovens, a juventude. Na catequese, as nossas crianças. É fazer acontecer o projeto da Igreja em todos os sentidos.
Ser Igreja é trabalhar em comunidade. Ser Igreja é ir de encontro ao outro que necessita de nossa ajuda.

Quando a nossa Igreja estiver unida, faremos a história acontecer. Seremos uma comunidade que caminha para Cristo, no exemplo de São José.
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PS; Editorial do Jornal: JOSEFINO. Jornal do Santuário São José, de Apucarana, no qual faço a diagramação e a edição. Espero que gostem.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson - Uma homenagem

Sempre gostei das músicas dele. Um cara simples que conquistou com as músicas cheia de efeitos e mensagem. Endereço uma das músicas que mais gosto. Ele se foi, mas não quer dizer que as músicas acabaram.



Tradução da Música
Me abraçe
Como o Rio Jordão
E então eu lhe direi
Você é meu amigo

Leve-me
Como se você fosse meu irmão
Me ame como uma mãe
Você estará lá?

Quando cansado
Me diga se você vai me segurar
Quando errado você vai me dirigir
Quando perdido você vai em achar?

Mas eles me dizem
Um homem deve ter fé
E seguir mesmo quando não dá
Mas eu só um humano!

Todo mundo quer me controlar
Parece que o mundo
Tem um papel para mim
Estou tão confuso!
Você estará lá para mim
E se importar o suficiente para me suportar?

(Me abraçe)
(Encoste sua cabeça devagar)
(Suave e corajosamente)
(Me leve até lá)

(Me guie)
(Me ame e me alimente)
(Me beije e me liberte)
(Me sentirei abençoado)

(Me leve)
(Me leve com coragem)
(Me levante devagar)
(Me leve até lá)

(Me salve)
(Me cure e me lave)
(Suavemente me diga)
(Eu estarei lá)

(Me levante)
(Me levante devagar)
(Me leve corajosamente)
(Me mostre que você se importa)

“No nosso momento mais sombrio
No meu pior desespero
Você ainda vai se importar?
Você estará lá?
Nas minhas provações
E minhas tribulações
Pelas minhas dúvidas
E frustrações
Na minha violência
Na minha turbulência
Pelo meu medo
E minhas confissões
Na minha angústia e minha dor
Pela minha alegria e minha culpa
Na promessa de um
Outro amanhã
Nunca deixarei você partir
Pois você está no meu coração para sempre.”

domingo, 21 de junho de 2009

Sobre o Tempo e as Jabuticabas

Contei meus anos
e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino
que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente,
mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalômanos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis
para discutir assuntos inúteis
sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar
melindres de pessoas que,
apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos
que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade
que afirmou: ‘as pessoas não debatem conteúdos,
apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos,
quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia,
quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade,
defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes,
nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena!

Basta o essencial!

Recebido pelo jornal Santa Edwiges, como colaboração

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Oração do Pássaro

Achei muito interessante esta oração. Chegou até a mim, por email, e é uma oração que penso que tenho que rezar às vezes, para ganhar força e fazer loucuras que a vida pede. Por isso compartilho com vocês, amigos. Espero que gostem também, e rezem.

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Oração do Pássaro

Senhor, tornai-me louco, irremediavelmente louco
Como os poetas sem palavras para os seus poemas,
As mulheres possuídas pelo amor proibido,
Os suicidas repletos de coragem perante o medo de viver,
Os amantes que fazem do corpo a explosão da alma.

Dai-me, Senhor, o dom fascinante da loucura
Impregnado na face miserável do pobre de Assis,
Contido nos filmes dionisíacos de Fellini,
Resplandecente nas telas policrômicas de Van Gogh,
Presente na luta inglória de Lampião.

Quero a loucura explosiva, sem a amargura
Da razão ética das pessoas saciadas à noite pela TV,
Da satisfação dos funcionários fabricantes de relatórios,
Dos deveres dos padres vazios de amor,
Dos discursos políticos cegos ao futuro.

Fazei de mim, Senhor, um louco
Embriagado pelo vosso amor,
Marginalizado do rol dos homens sérios,
Para poder aprender a ciência do povo
Em núpcias com a Cruz que só a Fé entende
Como um louco a outro louco.

[Autor de "Diário de Fernando - Nos cárceres da ditadura militar brasileira", que a editora Rocco faz chegar às livrarias na próxima semana].

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Paciência

Texto do Arnaldo Jabor - Recebi de uma amiga via email, dizendo para publicar. Já que eu pedi que, quando alguém tivesse alguma ideia para meu blog, era so enviar que eu publicaria, aí vai este texto.

Ele é muito atual. A Paciência realmente é uma coisa que está fora de mercado. Quem a tem é muitas vezes chamado de bobo, trouxa ou coisa assim. Porém, é algo que todos gostariam de ter....

Leia, é muito interessante.

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Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você? Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...